Segurança em usinas solares: como garantir a proteção integrada de pessoas, instalações e ativos
De acordo com dados oficiais da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), o Brasil conta com mais de 18 mil usinas solares de grande porte em território nacional. As instalações, consideradas infraestruturas críticas para a geração de energia, possuem vulnerabilidades específicas que atraem criminosos e requerem sistemas de alta vigilância.
Uma “mina de ouro” a céu aberto!
As usinas solares se destacam pelas grandes áreas ocupadas, frequentemente localizadas em regiões remotas e com baixa circulação de pessoas. Essa característica, aliada à presença de equipamentos de alto valor agregado, como painéis fotovoltaicos, inversores, cabos de cobre e transformadores, torna esses empreendimentos alvos recorrentes de furtos, vandalismo, invasões e até atos de sabotagem.
Além dos prejuízos financeiros, incidentes desse tipo podem comprometer a continuidade da geração de energia, causar interrupções operacionais significativas e impactar a confiabilidade do sistema elétrico oferecido à população.
Incidente na zona rural de Perdizes (MG)
Em março, uma usina solar localizada na zona rural de Perdizes foi alvo de um roubo de grande porte. Na ocasião, cerca de seis homens armados invadiram as instalações, renderam o vigilante e levaram aproximadamente R$ 500 mil em equipamentos. O grupo desmontou parte da estrutura da usina, retirou fios de cobre e outros materiais.
Segundo as informações da Polícia Militar, a ação foi planejada e executada com o apoio logístico. O vigilante também relatou a presença de drones, que possivelmente faziam o monitoramento aéreo durante e após a ação criminosa.
O caso de Perdizes não é isolado. Embora não haja estatísticas nacionais consolidadas sobre furtos e roubos em usinas solares, ocorrências registradas em diferentes estados demonstram que os empreendimentos têm se tornado alvos frequentes.
Em Ivaiporã, no Paraná, mais de 250 metros de fios de cobre e 100 metros de cabos de alumínio foram roubados de uma usina solar em área rural. O prejuízo estimado ficou entre R$ 10 mil e R$ 15 mil, e a localização isolada da usina foi apontada como um dos fatores que facilitaram a ação. Já no mês de maio, dois homens foram presos em flagrante após invadirem uma usina solar, na cidade de Lorena, no interior de São Paulo, e furtarem cerca de 150 kg de cabos solares. O sistema de monitoramento identificou a invasão e permitiu o acionamento da Polícia Militar, que recuperou todo o material antes que fosse levado.
Além de evitar o roubo de equipamentos e insumos, garantir a segurança em usinas solares é essencial para proteger a continuidade da operação e assegurar a integridade de colaboradores, prestadores de serviço e das comunidades do entorno. Para isso, é fundamental adotar uma estratégia de proteção integrada, capaz de identificar ameaças de forma proativa e em tempo real, e responder rapidamente a qualquer ocorrência.
Principais medidas de segurança em usinas solares
A proteção de usinas solares em todo o território nacional depende da integração entre diferentes tecnologias e procedimentos operacionais. Soluções como cercas inteligentes com detecção perimetral, câmeras de videomonitoramento de alta resolução, análise de vídeo com inteligência artificial, controle de acesso, sensores de intrusão, sensores analíticos, iluminação inteligente e centrais de monitoramento remoto permitem identificar movimentações suspeitas, detectar tentativas de invasão ainda no perímetro e agilizar o acionamento das equipes de resposta.
De acordo com a Avantia, empresa especialista no desenvolvimento de soluções de monitoramento inteligente, a adoção dessas tecnologias de forma isolada não é suficiente para garantir a segurança das estruturas. O diferencial está na integração entre sensores, videomonitoramento inteligente, controle de acesso e softwares de gestão, permitindo correlacionar eventos e proporcionando uma visão unificada de segurança, desde a detecção da ameaça até o tratamento do incidente.
Case: Usina Solar Sol do Agreste
O projeto de segurança desenvolvido pela Avantia para a Usina Solar Sol do Agreste, no estado de Pernambuco, é um exemplo de integração operacional em grande escala, com foco na proteção estratégica de ativos e estruturas de energia renovável.
A partir de um sistema de segurança unificado, a usina ganhou visibilidade, controle e confiança para garantir a operação contínua do empreendimento.
“Estamos falando de uma área extensa, com desafios reais de monitoramento e proteção de ativos, e a Avantia trouxe soluções inteligentes e muito bem executadas. Hoje contamos com um sistema robusto que nos oferece tranquilidade para operar um dos maiores complexos solares da região Nordeste. Mais do que tecnologia, a Avantia nos entregou confiança com a capacidade de entender a realidade do nosso negócio”, conta Diego Moreira, Coordenador Geral de Obras da Atiaia Energia, operadora comercial da Usina Solar Sol do Agreste.
Conheça as soluções integradas de monitoramento inteligente da Avantia e saiba como desenvolver um projeto de segurança personalizado para as necessidades da sua operação.
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