A transformação digital tem redefinido as responsabilidades dentro das empresas, e uma das mudanças mais notáveis é o papel do gestor de TI no campo da segurança. Se antes a proteção patrimonial era um tema restrito a departamentos de segurança física e operacional, hoje ela é cada vez mais integrada à tecnologia. Mas será que estamos vendo o gestor de TI assumir, na prática, o papel de gestor de segurança?

A Convergência Entre TI e Segurança Eletrônica
A segurança eletrônica não se resume mais a câmeras de monitoramento e controle de acesso. Com a chegada da inteligência artificial, análise de vídeo, IoT (Internet das Coisas) e cibersegurança, os sistemas estão mais interconectados do que nunca. E para manter esse ecossistema funcionando de forma segura, é preciso uma gestão que compreenda os desafios tecnológicos por trás dessas soluções.
Dados que comprovam essa tendência:
- 68% das empresas sofreram pelo menos um ataque cibernético nos últimos 12 meses (Relatório da IBM, 2023).
- A interseção entre segurança física e cibersegurança está no radar de 72% das corporações, conforme levantamento da Gartner.
- 85% dos gestores de segurança eletrônica afirmam que a colaboração com a TI aumentou nos últimos anos, segundo estudo da IFSEC Global.
- O mercado global de segurança eletrônica e cibersegurança deve movimentar mais de US$ 150 bilhões até 2027, de acordo com a MarketsandMarkets.
Esses dados mostram que a segurança eletrônica não pode ser tratada como um setor isolado. A TI deixou de ser um suporte para a segurança e passou a ser a espinha dorsal das operações de proteção corporativa. O Gestor de TI é o Novo Gestor de Segurança? Uma Tendência Inegável
Novas Responsabilidades do Gestor de TI na Segurança
O gestor de TI está cada vez mais envolvido em aspectos críticos da segurança, tais como:
✅ Gestão de infraestrutura segura – Redes resilientes, servidores de alto desempenho e proteção contra falhas são fundamentais para manter a operação de segurança ativa 24/7.
✅ Proteção contra ciberataques – Com a digitalização dos sistemas de controle de acesso e videomonitoramento, a preocupação com ataques hackers cresce exponencialmente.
✅ Gestão de dados sensíveis – A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) impõe desafios na coleta, armazenamento e gestão de informações de vídeo e controle de acessos.
✅ Integração de sistemas – Plataformas de segurança precisam ser interconectadas para garantir análise rápida de eventos e resposta eficiente a incidentes.
✅ Redução de custos e eficiência operacional – O uso de IA, automação e computação em nuvem permite otimização de recursos, reduzindo custos de segurança física.
As Empresas Estão Prontas Para Essa Mudança?
Apesar da tendência, muitas organizações ainda operam com TI e segurança como departamentos distintos, sem total integração. O desafio agora é criar uma cultura de segurança unificada, onde a tecnologia e a proteção patrimonial caminhem juntas.
Empresas que já entenderam esse movimento estão se destacando no mercado, reduzindo riscos e aumentando a eficiência de seus sistemas. E na sua empresa, a TI já assumiu um papel estratégico na segurança?
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