Relatório Avantia 2025/2026: IA e Cibersegurança lideram as prioridades do setor de segurança eletrônica
Panorama do mercado e principais tendências para os próximos anos
A Avantia acaba de lançar a 4ª edição do seu Relatório de Mercado: Panorama 2025 e Tendências 2026, uma pesquisa exclusiva que revela o cenário atual e as perspectivas das organizações brasileiras em relação ao futuro da segurança eletrônica. O estudo ouviu empresas dos setores de indústria, logística, energia, transportes, varejo, serviços e infraestrutura, e destaca o papel estratégico da tecnologia no fortalecimento da proteção corporativa.
Entre os insights que ganharam maior evidência, dois pilares se consolidam como protagonistas na agenda de investimentos das organizações em 2026: Inteligência Artificial e Cibersegurança.
IA como prioridade absoluta para o mercado de segurança
O levantamento aponta uma mudança estrutural no setor: 100% das empresas consideram a IA relevante para suas operações, e 95,2% projetam a IA como a tecnologia de maior impacto em 2026.
Isso confirma um movimento que já vem acontecendo: a inteligência artificial deixou de ser tendência e passou a ser uma necessidade estratégica, seja na prevenção de riscos, na antecipação de incidentes ou na automação de processos críticos.
As empresas estão buscando:
- Plataformas inteligentes que integram dados em tempo real
- Automação para áreas operacionais e industriais
- Sistemas que otimizam decisões e reduzem custos
Cibersegurança é o novo centro da estratégia corporativa
Se antes o tema era tratado como um elemento técnico, o relatório mostra que agora ele se tornou prioridade absoluta para o setor empresarial. Segundo o estudo:
- 62,9% das organizações preveem aumento dos investimentos em cibersegurança em 2026
- As principais demandas estão relacionadas à proteção de dados, prevenção de ataques, continuidade operacional e integração entre segurança física e digital.
Mais do que nunca, as empresas entendem que o risco não é apenas proteger o perímetro físico, mas também garantir a integridade e a disponibilidade das informações e sistemas.
Integração físico-digital e automação aceleram o avanço do setor
A pesquisa revela um cenário em que a convergência tecnológica já é realidade. Entre as tendências mais citadas estão:
- Integração de sistemas críticos
- Análises inteligentes de vídeo com IA
- Automação e modernização de operações
- Plataformas que conectam dados, sensores e pessoas
Não à toa, 84,8% das empresas reconhecem a urgência de integrar segurança física e digital em um único ecossistema.
Mercado em expansão: faturamento e desafios setoriais
Segundo o relatório, o setor de segurança eletrônica movimentou R$ 14 bilhões em 2024, e a previsão é de crescimento contínuo em 2025 e 2026.
Mas o avanço ainda enfrenta desafios:
- Infraestrutura obsoleta
- Falta de mão de obra qualificada
- Dificuldade de integração entre plataformas existentes
Ainda assim, mais da metade das organizações pretende aumentar os investimentos em segurança nos próximos 12 meses, reforçando a maturidade e a expansão do setor.
Segurança como estratégia de negócio
O estudo também destaca que a segurança deixou de ser um item apenas operacional para se tornar parte fundamental da tomada de decisão nas empresas.
Para 47,6% das organizações, os sistemas de segurança já impactam diretamente:
- Redução de perdas
- Prevenção de incidentes
- Otimização de operações
- Continuidade e eficiência dos processos
A segurança agora faz parte da inteligência do negócio.
Sobre a pesquisa
A pesquisa foi realizada entre 13 de outubro e 10 de novembro de 2025 com mais de 100 respondentes de perfis executivos e técnicos, incluindo:
- CEOs, CIOs e COOs
- Gerentes de segurança
- Especialistas em prevenção de perdas
- Gestores de facilities e operações